Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
No dia 30/11 saiu no site do PPGCOM a lista com o resultado da seleção de mestrado e doutorado do PPGCOM com ingresso em 2012.
Nós, alunos, desejamos boas-vindas aos que estão chegando!
Parabéns aos aprovados aí abaixo
MESTRADO
| Candidato | Orientador |
| Camila Barths | Prof. Dra. Karla M. Müller |
| Débora Sartori | Prof. Dr. Flávio Porcello |
| Dirce Maria Santin | Prof. Dra. Ida Regina C. Stumpf |
| Francisco dos Santos | Prof. Dra. Ana Taís M. P. Barros |
| Gisele Noll | Prof. Dra. Nilda Jacks |
| Greta Lemos | Prof. Dra. Ana Cláudia Gruszynski |
| Irina Coelho Monte | Prof. Dr. Alex Primo |
| Lorena de Risse Ferreira | Prof. Dra. Nisia Martins do Rosário |
| Marcela Sehn Fonseca | Prof. Dr. Alexandre Rocha da Silva |
| Mariana Silva Sirena | Prof. Dra. Cassilda Golin Costa |
| Rosely de Andrade Vargas | Prof. Dra. Ida Regina C. Stumpf |
| Taís Garcia Teixeira | Prof. Dra. Ilza M. Tourinho Girardi |
| Thaís Cristina Martino Sehn | Prof. Dra. Suely Fragoso |
| Veridiana Dalla Vecchia | Prof. Dra. Ilza M. Tourinho Girardi |
| Zizil Arledi Glienke Nunez | Prof. Dra. Sônia Caregnato |
DOUTORADO
| Candidato | Orientador |
| Alex Ferreira Damasceno | Prof. Dra. Nisia Martins do Rosário |
| Basilio Alberto Sartor | Prof. Dr. Rudimar Baldissera |
| Bruno Kegler | Prof. Dra. Maria Helena Weber |
| Carla S. Doyle Torres | Prof. Dra. Miriam de Souza Rossini |
| Carlise S. Duarte | Prof. Dra. Nisia Martins do Rosário |
| Carlos André E. Dominguez | Prof. Dra. Ilza M. Tourinho Girardi |
| Cristine Kaufmann | Prof. Dr. Rudimar Baldissera |
| Débora T. Oliveira Lapa Gadret | Prof. Dra. Marcia Benetti |
| Everton Terres Cardoso | Prof. Dra. Cassilda Golin Costa |
| Felipe da Silva Polydoro | Prof. Dra. Miriam de Souza Rossini |
| Gisele Dotto Reginato | Prof. Dra. Marcia Benetti |
| Jamer Guterres de de Mello | Prof. Dr. Alexandre Rocha da Silva |
| Lizandra S. Q Kunzler | Prof. Dra. Nisia Martins do Rosário |
| Marcelo Bergamin Comter | Prof. Dr. Alexandre Rocha da Silva |
| Patrícia de Oliveira Iuva | Prof. Dra. Miriam de Souza Rossini |
| Paula Caroline S. Jardim Passos | Prof. Dra. Sônia Caregnato |
| Raquel da Silva Castedo | Prof. Dra. Ana Cláudia Gruszynski |
| Rita de Cássia Portela da Silva | Prof. Dra. Sônia Caregnato |
por Camila Cornutti | fotos: Mônica Pieniz
No Dia 23 de Novembro tivemos a terceira edição do Em Dia com a Pesquisa deste ano. Neste encontro recebemos Sara Feitosa, doutoranda do PPGCOM, e Lia Teresinha Silva, vice-pró-reitora da PROPG, para o debate sobre o tema “Intercâmbio para o exterior: mestrado e doutorado”.
Sara apontou sua trajetória para enfrentar o processo e encaminhamento de documentos para a bolsa sanduíche na França. A aluna passou seis meses no país e frequentou seminários na Paris III e VII. Para tanto, compartilhou que o período ideal para a qualificação do curso, exigência para que se possa solicitar a bolsa sanduíche, é ao término dos dois primeiros anos do doutorado. No caso dela, juntamente com as providências para o exame de qualificação, Sara já iniciou o processo de solicitação da bolsa. Neste sentido, frisou a importância de já conhecer o orientador que a receberia no exterior (em uma das vindas do professor François Jost ao Brasil ela já se apresentou e demonstrou o interesse em estudar na França), assim como reforçou que o contato se deu, efetivamente, quando enviou um resumo de seu projeto de tese e o plano de estudos para o período em que iria passar fora.
No encontro frisou-se que o processo envolve muitos documentos, daí a necessidade de um planejamento cuidadoso para quem tem interesse em ter este tipo de experiência. Sara também abordou a eficiência do atendimento da CAPES nas respostas rápidas do responsável técnico por todo o processo de solicitação da bolsa. Além disso, ressaltou que é preciso que os alunos fiquem atentos às exigências dos editais a cada ano (como questões relacionadas à proficiência e visto, por exemplo).
Após explanar sobre questões mais burocráticas, Sara falou sobre como foi o período em que passou na França – desde a chegada e as providências primeiras, tais como abertura em conta de banco, seguro saúde, moradia, até como fazia para cotejar o tempo entre o estudo e o entretenimento e suas viagens para o sul do país, além de Portugal e Espanha. A aluna ficou hospedada na Maison du Brésil, prédio concedido pelos arquitetos Lúcio Costa e Le Corbusier, ponto de referência para estudantes do Brasil e de vários outros países.
Na segunda parte do Em Dia com a Pesquisa, Lia Teresinha Silva, abordou sua experiência de trinta anos de trabalho na PROPG, destacando quais são, hoje, os desafios da pós-graduação em relação à docência. Lia também falou do quão fundamental é ir para o exterior conhecendo a língua do país estrangeiro e que os alunos já têm que saber dos interesses do orientador que os receberá (para isto, também, é indicado que se escolha professores que tenham interesses voltados para o Brasil ou temas próximos em suas pesquisas). Ao final, Lia afirmou que os alunos da UFRGS que vão ao exterior tornam-se embaixadores da universidade, o que também é uma responsabilidade durante a bolsa.
O encontro teve encerramento com questionamentos por parte dos alunos ouvintes. O Em Dia com a Pesquisa de Novembro contou com a presença de mestrandos e doutorandos do PPGCOM. Na próxima edição convidamos a todos para participar, além de acompanharmos as novidades do evento pelo Twitter (@EmdiaPesquisa).
A SBPJor concede, anualmente, o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo (PAGF) àqueles que, por suas atividades, tenham contribuído para consolidação do Jornalismo enquanto um campo de conhecimento científico no Brasil. A cerimônia de entrega ocorreu durante o 9º encontro da SBPJor, na abertura da reunião, no dia 03 de novembro.
Neste ano, na categoria Mestrado, o prêmio foi concedido para Márcia Veiga, nossa colega no PPGCOM. A dissertação de Márcia é intitulada “Masculino, o gênero do jornalismo: um estudo sobre os modos de produção das notícias”, e foi orientada pela professora Virginia Pradelina da Silveira Fonseca.
Abaixo está o vídeo que Ana Migowski (mestranda do PPGCOM) capturou quando da entrega do prêmio. Mais uma vez, parabéns para a Márcia!
por Susan
Quem esteve ausente no primeiro encontro do semestre do Em Dia com a Pesquisa – realizado no dia 28 de setembro, no PPGCOM -, e não conheceu o NVIVO9, terá nova oportunidade de saber como funciona o software de pesquisa qualitativa que organiza documentos de Word, PDF, materiais audiovisuais e fotos. O Núcleo de Pesquisa Recepção e Cultura Midiática (orientado pela Profª Drª Nilda Jacks) vai promover um curso sobre o programa nos dias 28 e 29 de novembro (neste dia, o horário inicia às 13h) e 01º de dezembro, das 14h às 17h, no Auditório 2 da Fabico.
O Prof. Dr. Alex Niche Teixeira, que apresentou o organizador de dados no primeiro seminário do Em Dia com a Pesquisa, será o ministrante do curso, ao valor de R$ 100 por pessoa e com 14 vagas. As inscrições podem ser feitas diretamente pelo email njacks@terra.com.br (o pagamento deverá ser feito no primeiro encontro). Na sequência dos três dias de curso previstos, haverá outro encontro – ou outros encontros, conforme a demanda, em data e horário a definir – para a discussão de exemplos de uso do NVIVO9 a partir de projetos em andamento.
O NVIVO9 foi um dos principais temas do seminário Softwares para Apoio em Pesquisas Quantitativas e Qualitativas, que abriu a programação do semestre do Em Dia com a Pesquisa. Na ocasião, o professor do Departamento de Sociologia da UFRGS e consultor do NVIVO9 Alex Niche Teixeira fez uma apresentação geral sobre softwares de pesquisa, prosseguindo com a demonstração dos recursos do programa, especificamente. Teixeira realizou simulações das possibilidades de organização de dados que o NVIVO9 opera e ressaltou vantagens e limitações do software conforme as necessidades de organização de dados e análises particulares dos problemas e objetivos de diferentes pesquisas.
Em seguida à sua explanação, o professor assistente da Fabico e doutor em Comunicação e Informação pela UFRGS (2007-2011) Rodrigo Caxias relatou a sua experiência na utilização de um software de pesquisa para a realização de sua tese, defendida recentemente. A exemplo do que foi ressaltado na apresentação de Teixeira, Caxias destacou que a adoção de um programa informático auxilia principalmente na organização de dados volumosos e complexos, embora a atuação do pesquisador na análise destes dados seja imprescindível para o sucesso da investigação. Os dois – software e pesquisador – devem atuar juntos, pois “o software facilita a organização, mas não tem a sensibilidade analítica necessária para a interpretação dos dados, atividade em que o pesquisador tem papel essencial”, disse Caxias.
Veja a seguir alguns dos principais apontamentos feitos pelos professores Alex e Rodrigo durante o Em Dia com a Pesquisa.
- Prof. Dr. Alex Niche Teixeira
“O NVIVO9 não pensa, mas ele nos ajuda a pensar, a organizar os dados, as ideias.”
“O controle que temos do uso do software e o conhecimento que temos dele impactam diretamente na pesquisa.”
“A medida que conhecemos este ferramental de softwares de pesquisa, a nossa forma de pensar a pesquisa também se altera.”
“Havia uma espécie de resistência pelo fato de se usar um computador para fazer pesquisas. Nos primeiros tempos de sua aplicação, isso causava estranheza.”
“Nos anos 90, período de diversificação e ampliação dos programas de pós-graduação no Brasil, as reações às metodologias informacionais foram de relutância.”
“A forma de olhar o objeto também pode se alterar no processo da pesquisa. É como pensar o céu antes e depois do telescópio, por exemplo.”
“O NVIVO9 funciona como um organizador do material de pesquisa. Ele estrutura as informações.”
“O NVIVO8 trouxe como inovação a possibilidade de trabalhar com som e imagem com ou sem transcrição sincronizada ao material. O NVIVO9 aprimorou isso.”
“A adoção de softwares de pesquisa acompanha mais assiduamente a nova geração de pesquisadores, que tem mais facilidade com seu manuseio.”
“O NVIVO9 não faz a transcrição do vídeo, porém ajuda na decupagem dele. Ele diminui a velocidade do vídeo para quem o transcreve.”
“O NVIVO9 é capaz de criar mapas de nós (nodos).”
“Este software ainda não faz análises estatísticas, mas oferece caminhos para estas análises.”
“No momento de importar PDFs, o NVIVO9 não desconfigura os arquivos. Isso ocorria nas versões anteriores.”
“O NVIVO9 permite a busca de palavras e seus sinônimos. A ferramenta pode ser explorada de várias maneiras neste aspecto.”
“O NVIVO9 só consegue fazer buscas automáticas em texto, ainda não realiza isso com áudio e imagem.”
“Em todos os procedimentos automatizados de pesquisa, há ganhos e perdas. É importante o pesquisador atentar para isso, vantagens e pontos negativos do software.”
“Para a boa aplicação do software, a separação entre pesquisa qualitativa e quantitativa deve ocorrer no ponto de chegada, não no de partida.”
“O NVIVO9 permite o melhor uso de planilhas do Excel, além de aproximar o qualitativo do quantitativo nas pesquisas.”
“No NVIVO9, algumas operações podem ser automatizadas, mas dependem da abordagem metodológica”
“O NVIVO9 não faz mágica. Não há resultados sem trabalho.”
“Os softwares aceleram a possibilidade de análise tanto pela velocidade da ferramenta como pela relação ágil que temos com ela.”
- Prof. Dr. Rodrigo Caxias
“Conforme se usa o software, pode surgir um novo problema de pesquisa a partir dessa exploração.”
“O uso de software na pesquisa foi fundamental para a visualização de resultados (de análise de 146 blogs feita por Caxias em sua tese).”
“Num mesmo blog, pode haver vários tipos de discurso. Por isso, o software delimitou critérios importantes que foram precisos adotar na pesquisa.”
“A minha metodologia descreve o percurso da pesquisa de maneira detalhada considerando as possibilidades que o software me ajudou a rastrear diante dos estudos métricos da web na minha investigação.”
“Foram analisados links como um híbrido de socialização de informações.”
“Pesquisa a gente não faz racionalmente. A gente faz com as entranhas também. Esse sentimento e dedicação diante da investigação o software não tem.”
Serviço
Curso sobre o software de pesquisa NVIVO9
Quando: dias 28 e 29 de novembro e 01º de dezembro
Horário: das 14h às 17h (no dia 29 o curso se inicia às 13h)
Onde: auditório 2 da Fabico
Ministrante: Prof. Dr. Alex Niche Teixeira
Valor (por pessoa): R$ 100
Vagas: 14
Inscrições: pelo e-mail njacks@terra.com.br
Promoção: Núcleo de Pesquisa Recepção e Cultura Midiática (Profª Drª Nilda Jacks)
Saiba mais
- Acesse o vídeo com o tutorial do NVIVO9 pelo endereço http://www.qsrinternational.com/solutions_multimedia.aspx
- Informações gerais sobre o NVIVO9 também podem ser acessada no site http://www.nvivo9.com.br/
Por Mônica Pieniz e Daniela Schmitz
A ideia de participação no evento anual do IAMCR (International Association for Media and Communication Research) partiu da professora Nilda Jacks junto ao grupo de pesquisa do Obitel (Observatório Ibero-Americano de Ficcão Televisiva) na UFRGS, ainda em dezembro de 2010. Numa reunião organizamos o cronograma interno e elaboramos o resumo a ser enviado para seleção. Meses depois, com o aceite em mãos, desenvolvemos o artigo coletivo para o GT de “Media Production Analysis”. Depois disso, e já com a certeza de que viajaríamos, passamos a buscar informações sobre Istambul, cidade que sediaria esta edição do evento. As pesquisas na internet já antecipavam muito da riqueza cultural que estávamos por encontrar, a cidade, de população majoritariamente muçulmana, geograficamente se divide entre o Oriente e o Ocidente. Nessa união entre Ásia e Europa é possível ver a preservação da tradição, ao mesmo tempo em que se abre para o acesso à tecnologia, espaço ideal para pensarmos o tema do congresso “Cities, Connectivity and Creativity.”.
A Turquia não exige visto para turista e, portanto, bastou o passaporte e um planejamento de passagens e hospedagem com uns três meses de antecedência. Na universidade recebemos auxílio com duas diárias do PPGCOM e um auxílio para eventos internacionais da PROPESQ, o que infelizmente é irrisório diante dos gastos envolvidos numa viagem internacional.
Fomos juntamente com Nilda e apresentamos o artigo “Storytelling and multimedia platforms: an analysis of a Brazilian experiment” que também foi escrito por Erika Oikawa, Lourdes Silva, Valquiria John, Wesley Grijó, Elisa Piedras e Michelli Machado. O grande desafio foi toda a comunicação em inglês, num GT onde participaram pesquisadores de diversos países. Portanto, o intercâmbio de ideias e a experiência cultural e intelectual vão muito além de um item a mais no currículo Lattes.
O próximo IAMCR será na África do Sul (http://iamcr.org/). Que tal o PPGCOM estar novamente representado?
por Gabriela Zago
Já fui a vários eventos acadêmicos nacionais, mas ainda não tinha me arriscado a colocar o pé para fora do país para apresentar trabalho. Resolvi que dessa vez não ia fugir (mais) e coloquei como missão para o primeiro ano do doutorado apresentar algum trabalho fora do Brasil. O evento escolhido foi o IR 12.0, que este ano aconteceria em Seattle, nos EUA. Em 2009 cheguei a enviar trabalho, tive o trabalho aceito, mas não fui com medo do desconhecido – medo de viajar sozinha, medo de apresentar trabalho em inglês. Este ano não tinha motivo para escapar. Ou melhor, praticamente não tinha. Foi só lá pelo final de julho que a ideia de viajar entrou em modo consciente e eu me dei conta de que ainda não tinha visto para visitar os EUA. E foi aí que a longa saga da viagem começou…
Em agosto, tentei agendar a entrevista do visto. Na data, todos os consulados norte-americanos no Brasil (Recife, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro) só tinham horário para entrevista a partir de dezembro. Por um critério de proximidade geográfica, e já que não daria para viajar anyway (o evento seria em outubro) agendei a entrevista para 15 de dezembro em São Paulo. Após agendar para alguma data, o sistema libera acesso a um pedido de visto emergencial. Quando se tem uma viagem a negócios marcada, ou uma consulta médica agendada, é possível pedir para o consulado adiantar a data da entrevista. Nesse caso, se o visto emergencial for concedido, o agendamento fica para os primeiros horários da manhã, na próxima data em que eles ainda tiverem vagas livres para atender vistos emergenciais. Como participar de uma conferência acadêmica conta como viagem de negócios (e não turismo), resolvi tentar. Anexei ao pedido uma carta do evento nos EUA e um atestado da universidade no Brasil. Meu pedido foi aprovado um dia depois. A próxima data disponível para agendamento era dia 27 de setembro às 7h. Parecia perfeito. Duas semanas antes da viagem, Consulado leva uma semana para enviar o visto, Correios entregam Sedex de um dia para outro entre capitais… O que poderia dar errado? Para começar, tudo…
Quando agendei a entrevista para essa data, não podia imaginar que os Correios entrariam em greve e o Consulado decidiria aumentar o prazo de envio de passaporte para “a partir de 7 dias úteis” após a entrevista, sendo que fui fazer a entrevista 8 dias úteis antes da viagem. Então fica a dica: tente agendar a entrevista antes, MUITO antes da viagem para o evento. Para agendar, não precisa nem ainda ter a carta de aceite do evento. Eu deveria ter tentado agendar no instante em que fiz a submissão do resumo, e não só depois de ter o aceite do artigo completo.
De qualquer modo, fui a SP, fiz a entrevista no dia 27 (com as perguntas de praxe, sobre o que iria fazer nos EUA e que vínculos possuo com o Brasil), e depois passei duas semanas muito tensas. Depois de ligar e mandar e-mail para os Correios quase todos os dias, descobri que meu passaporte foi postado nos Correios em SP no sétimo dia útil, na quinta-feira que antecedia a viagem. Tinha passagem comprada para domingo. Acompanhei o rastreamento do Sedex, com F5 a cada 5 segundos. No dia seguinte à postagem, mesmo em plena greve dos Correios, o sistema registrou a chegada do envelope em Porto Alegre. Foi suficiente para eu largar tudo o que estava fazendo e passar o dia na triagem, esperando para ver se meu pacote apareceria. Depois de alguns telefonemas irados e muita insistência, meu passaporte foi enfim encontrado. Ao final da tarde de sexta-feira, estava com o passaporte em mãos. Viajei no domingo, junto com a colega e co-autora Vivian Belochio, que, mesmo tendo agendado a entrevista depois de mim, conseguiu uma data anterior para entrevista no Consulado do Rio de Janeiro.
Para quem planeja viajar para os Estados Unidos e ainda não tem visto de negócios e turismo, fica a dica: agende a entrevista bem antes de ter planos concretos de viagem, tente agendamento emergencial, ou fique procurando por datas mais próximas ficarem disponíveis no site.
No dia 19 de Outubro ocorreu na sala do PPGCOM a segunda edição do Em Dia com a Pesquisa deste ano. Na ocasião, contamos com a presença das professoras Dra. Denise Leite e Dra. Elizabeth Krahe, ambas docentes do PPG de Educação da UFRGS.

As professoras Elizabeth e Denise com as alunas Ana Migowski, Ana Aacker, Mônica Pieniz e Susan Liesenberg
As professoras abordaram questões acerca do tema formação docente na pós-graduação. Entre as exposições feitas, Denise Leite enfatizou a importância da relação professor-aluno em sala de aula, com espaços de discussão e construindo teias que equilibrem o intelecto e o afeto. Além disso, destacou as diferenças entre a docência nas áreas Exatas e Humanas (e o quanto, de modo geral, o curso da pós-graduação não nos prepara para a docência, somente para a pesquisa).
Elizabeth Krahe apontou o fato da sociedade ser cada vez mais dinâmica em suas mudanças e que os modelos de currículos disciplinares não tem acompanhado tais transformações, pelo contrário, estão formando alunos cada vez mais “estáticos” (que se enquadram em um estilo conservador, aguardando aulas expositivas e o recebimento de informações sem discuti-las). Neste sentido, Krahe abordou as diferenças entre currículos disciplinares de “coleção” (que apenas catalogam disciplinas sem fazer com que as mesmas dialoguem) e os de “integração” (que buscam um formato móvel, de conversação entre os conteúdos de formação).
O encontro teve encerramento com a discussão dos métodos de avaliação no ensino superior, do mito da neutralidade do ensino em relação às avaliações e da relevância da avaliação autêntica – o movimento atual em torno do assunto por parte dos pesquisadores da Educação. A avaliação autêntica está centrada nas capacidades reais dos alunos, nas resoluções de problemas nas próprias produções dos discentes e de uma nova perspectiva qualitativa e não mais quantitativa. Tal modelo deve priorizar que os alunos desenvolvam suas competências.
O Em Dia com a Pesquisa de Outubro contou com a presença de mestrandos e doutorandos do PPGCOM, além de alunos de outras instituições. Na próxima edição convidamos a todos para participar, além de acompanharmos as novidades do evento pelo Twitter (@EmdiaPesquisa).
por Camila Cornutti | fotos: comissão discente Em Dia com a Pesquisa
A comissão do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo divulgou hoje, no link abaixo, as premiações e atribuição de menção honrosa do PAGF 2011, nas categorias Doutorado, Mestrado, Iniciação Científica/TCC e Pesquisador Sênior.
Para nossa alegria, a colega Márcia Veiga da Silva (que cursou o Mestrado em Comunicação e Informação na UFRGS e atualmente é aluna do Doutorado) foi premiada com a Melhor Dissertação de Mestrado nesta edição de 2011. Márcia concorreu com a dissertação intitulada “Masculino, o gênero do jornalismo: um estudo sobre os modos de produção das notícias”.
Parabenizamos a nossa colega e a sua orientadora, Virgínia Fonseca!
Mais informações sobre o prêmio:
http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/wp-content/uploads/2011/10/comunicado_PAGF_2011_divulgação_20_outubro.pdf
por Camila Cornutti